Há séculos o anticristo (Sarney) tenta chegar ao nosso plano astral para semear o mal, incorporar almas em sua coleção e pôr a sua semente numa bela japonesa sarada lésbica loira tatuada pompoarista bilateral com piercing genital virgem masoquista e sodomita (Kobe Tai).
A última vez que isto ocorreu foi em dezembro de 1999. Lembro claramente, eu (Tom Cruise) estava lá, com a japonesa claro. Frustrados foram os planos do mal (Senado).
Todos desesperados com o bug do ano 2000 e Satanás resolve mandar a alma de seu filho (o anticristo oras!) via encomenda expressa para algum corpo em nossa realidade, para os recônditos (sem duplo sentido) de nossa humilde esfera gasosa (ãh? gasosa?).
Por algum sentido a alma do bendito pegou um caminho errado. Desígnio de Deus (Antônio Fagundes)? Quem sabe? Problemas de entrega por falta de selos? Bem capaz…
A alma do anticristo terminou por habitar a carcaça de um poodle (Rin-tin-tin), este que por acaso ganhei da bela japonesa sarada lésbica loira tatuada pompoarista bilateral com piercing genital, virgem masoquista e sodomita, que a partir de agora chamarei apenas de “japonesa loira gostosa bragarai que catei”.
Pois bem, em 31 de dezembro de 1999 as 6 horas 66 minutos e 66 segundos eram exatamente 7:07:06, neste exato instante uma caixinha ululava em minha cama (colchão Castor). Pensei: “a mulher tinha deixado um cachorrinho dentro dela.”
Para minha surpresa ao abrir suspeitei que o cão era o anticristo ou criado pelo Houdini, o que no final das contas dá no mesmo. Ele não estava lá.
Levantei da cama e pisei numa fétida mina de fezes. Olhei em volta e percebi que a casa estava completamente defecada, flatulada, urinada, vomitada, ejaculada, cerada e remelada.
Não existiam mais cortinas pois o cão as utilizou para se limpar, não existiam mais carpetes porque o cão comera tudo, não existia mais televisão na parede porque um ladrão levou semana passada e não existia mais comida na geladeira porque eu não tinha feito compras do mês ainda. Não existia também mais empregada, o cão a havia comido (no pior sentido), engatando com soberba na pobre velhinha (Whoopi Goldberg). O anticristo estava no afã de se reproduzir e assim começar o apocalipse.
Coloquei uma enforcadeira nele e falei: “Estopa, pare com isso!” – era tão sujo, tão velho, tão piolhento, tão pulguento, tão leproso, tão babado e ao mesmo tempo tão fofo que esse foi o primeiro nome que me passou pela mente.
Quando o cãozinho me deu aquela olhada de gatinho do shrek não resisti a querer atirar com uma calibre 12 nele. Resolvi ficar com ele e matar a empregada.
Estamos juntos desde então. Estopa e eu. Fora ter que aguentar os giros de 360 graus da cabeça dele, os olhares demoníacos no escuro e os vômitos propositais em cima de pessoas religiosas (Inri Cristo) que vão lá em casa jogar sinuca… nossa vida corre muito bem.
Estopa recebe as visitas muito bem, mas ele ainda tem aquele afã de querer produzir o filho do ‘demo’ aqui na Terra, o escolhido… por isso que falo para todas as visitas que dormem no sofá da sala: “Não, nunca, nunca durma de bruços. Nunca.”
Claro que evidentemente sempre há aqueles que preferem terem a semente do mal plantadas em seu âmago por pura e simples coceirinha. Nesse caso nada mais tenho a fazer do que dizer para o Estopa: “Bom garoto, bom garoto…”
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Bjus